Mounjaro chega ao Brasil  e acirra disputa com Ozempic no mercado de tratamento para obesidade

Mounjaro chega ao Brasil e acirra disputa com Ozempic no mercado de tratamento para obesidade

Compartilhar

A farmacêutica norte-americana Eli Lilly confirmou que o Mounjaro, seu medicamento injetável indicado para tratamento de diabetes tipo 2 e, em alguns países, também para obesidade, começará a ser vendido nas farmácias brasileiras a partir do dia 7 de junho. A novidade promete movimentar o mercado, hoje dominado pela Novo Nordisk, fabricante do Ozempic e do Wegovy.

Embora a Anvisa já tenha aprovado o uso do Mounjaro para diabetes em 2023, o medicamento ainda não possui indicação oficial no Brasil para tratamento da obesidade. Nos Estados Unidos, porém, a caneta é amplamente utilizada com essa finalidade, onde demonstrou resultados expressivos na perda de peso em diversos estudos clínicos.

Quanto vai custar o Mounjaro no Brasil?

De acordo com dados da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), o preço máximo autorizado nas farmácias pode variar entre R$ 1.536,06 e R$ 4.067,81, a depender da dosagem e da posologia adotada. No entanto, esses valores ainda podem sofrer alterações, principalmente com a chegada de concorrência e negociações com redes de farmácias.

O avanço da concorrência no setor

A chegada do Mounjaro ao Brasil ocorre em um cenário de concorrência crescente no setor de medicamentos voltados para controle do peso e diabetes. Em 2026, termina a patente da semaglutida, princípio ativo presente no Ozempic, o que abrirá espaço para que outras farmacêuticas lancem versões genéricas ou similares da caneta.

A tirzepatida, componente do Mounjaro, tem sido apontada por especialistas como mais eficaz do que a semaglutida em diversos estudos. Isso pode representar um novo padrão de referência no tratamento da obesidade nos próximos anos.

Cimed de olho no mercado

A farmacêutica brasileira Cimed também já sinalizou interesse em entrar nessa disputa. Em entrevista ao portal Meio & Mensagem, durante uma conferência da empresa, o CEO João Adib comentou sobre os planos da marca:

“A corrida da caneta não é só da Cimed, é de todas as farmas. Aproveitamos todo o nosso branding e pensamos: por que não lançar a caneta amarela?”

Embora ainda não tenha revelado detalhes sobre o projeto, Adib deixou claro que a quebra de patentes é uma oportunidade estratégica para a indústria nacional desenvolver novas soluções de saúde e tornar esse tipo de tratamento mais acessível à população.

O que esperar nos próximos anos?

Com a entrada de novos players e a possibilidade de versões mais acessíveis após o fim das patentes, o mercado de medicamentos injetáveis para diabetes e emagrecimento deve se expandir significativamente no Brasil. Isso representa não apenas uma melhora nas opções terapêuticas para os pacientes, mas também uma redução gradual nos preços, democratizando o acesso a tratamentos de alta eficácia.

Além disso, o crescimento desse setor abre oportunidades para influenciadores, profissionais da saúde, marcas e criadores de conteúdo que atuam no universo de saúde, bem-estar e lifestyle, que poderão explorar novas formas de dialogar com o público sobre prevenção, qualidade de vida e uso responsável desses medicamentos.

Acompanhe o Desenrola Digital para mais atualizações sobre saúde, inovação e o impacto da tecnologia no mercado farmacêutico.

Compartilhar

Comments

No comments yet. Why don’t you start the discussion?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *